Primeiramente é preciso deixar claro que qualquer pessoa pode ter conta em banco no exterior e enviar dinheiro pra esta conta, seja em dólar, euro, ou outra moeda.

A abertura e a manutenção dessa conta, dependem da regulamentação do país específico. As remessas para constituição de disponibilidade no exterior podem ser realizadas diretamente na rede bancária autorizada a operar em câmbio, observados os princípios de legalidade e de fundamentação econômica das transferências. É permitido às pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País pagarem suas obrigações no exterior com utilização dessas disponibilidades.

Os motivos para se ter uma conta no exterior são muitos, dentre eles:

  • Investimento;
  • Compra de imóvel;
  • Valorização do seu patrimônio;
  • Morar temporariamente no exterior.

Com base no disposto no Decreto-Lei 1.060, de 1969, e na Medida Provisória 2.224, de 2001, as pessoas físicas e jurídicas residentes, domiciliadas ou com sede no País, assim conceituadas na legislação tributária, estão obrigadas a informar ao Banco Central do Brasil os ativos mantidos no exterior, observados os valores e prazos indicados na regulamentação em vigor.

Quais as vantagens de ter uma conta no exterior?

A primeira grande vantagem de uma conta no exterior é poder diversificar seus ativos entre diversas moedas, para que no futuro as flutuações do câmbio não exerçam influência significativa sobre o seu patrimônio, caso utilize recursos no exterior.

O segundo aspecto importante é a possibilidade de acesso a novos mercados e a investimentos não disponíveis no Brasil, como:

  • Investimento em fundos internacionais;
  • Diversificação da carteira de moedas;
  • Diversificação do patrimônio;
  • Benefícios fiscais.

A privacidade e sigilo dos bancos estrangeiros, não permite que suas informações de saldo e investimentos no banco estrangeiro fiquem transitando entre pessoas próximas a você, como gerentes e outros funcionários.

Os documentos necessários para se abrir a conta basicamente são o passaporte, comprovante de residência, declaração de rendimentos e uma referência bancária, quer seja uma carta do banco ou um extrato de meses anteriores. Além disso, é importante explicar os motivos que o levaram a abrir a conta no exterior.

No que se refere a valores, há bancos que aceitam depósito mínimo de U$500, outros de U$1.000, U$ 10.000 e daí por diante até U$ 5.000.000 dependendo do banco.

Além do aporte mínimo inicial, deve-se ficar atento às outras taxas cobradas, como manutenção de conta (que pode ser cobrada mensal, trimestral ou anualmente), bem como taxas para recebimento e envio de transferências.

Para mais informações procure a B&T, que é um agente autorizado pelo Banco Central do Brasil a realizar operações de câmbio.

Fontes: Conta em banco, Investidor Internacional, RadioS