A eleição norte-americana está finalmente entrando em sua reta final, e logo já se saberá quem será o próximo presidente dos Estados Unidos. 🇺🇸

Apesar de ser uma república presidencialista, assim como o Brasil, a eleição dos Estados Unidos é bastante diferente da nossa, como dá para perceber ao acompanhar o processo de apuração de votos – que já dura mais de dois dias.

Mas você sabe como funciona o sistema eleitoral por lá?

Diferente do Brasil, a eleição presidencial dos EUA não é decidida pela maioria dos votos diretos. Ou seja, o que pode acontecer (como já aconteceu) é que um candidato tenha mais votos individuais, mas que isso não seja suficiente para elegê-lo para o cargo.

Isso acontece porque os norte-americanos adotam um sistema chamado de Colégio Eleitoral, em que cada um dos 50 estados ganha um certo número de delegados de acordo com o tamanho de sua população e representação no Congresso. Dessa forma, para se tornar presidente, o candidato precisa conquistar 270 dos 538 delegados em disputa.

O peso dos estados
A Califórnia, por exemplo, é o estado americano mais populoso, com quase 40 milhões de habitantes, o que faz ele ter um peso consideravelmente maior com 55 delegados. Os outros estados de maior peso são o Texas, com 38 delegados; Nova York e Flórida, com 29; Illinois e Pensilvânia, com 20.

Outro fator importante para a eleição é que, com exceção de Maine e Nebraska, os outros estados adotam um sistema de “winner take all”, onde o candidato que ganha a maioria dos votos em um estado leva todos os seus delegados. E é exatamente isso que permite que um candidato seja o mais votado, mas não o eleito.

Existem estados que são tradicionalmente democratas, como é caso da Califórnia e Nova York, e outros que são republicanos, como o Texas. Por isso, a disputa fica bastante concentrada nos chamados “estados-pêndulos” (ou “swing states”), que podem mudar de lado dependendo da eleição.

Tempo de apuração
O que também vale destacar é que o voto na eleição norte-americana não é obrigatório, não é feito de forma eletrônica e permite que o eleitor envie o seu voto através do correio. Ou seja, toda a contagem é feita manualmente.

Outra diferença é que cada estado tem suas próprias regras de votação e apuração, além de ser permitido pedidos de interrupção ou recontagem das cédulas.

Por esses fatores, o período de apuração varia bastante de um estado para o outro, o que permite que o resultado geral possa demorar dias ou até semanas para sair.

Apesar de muitas diferenças com o processo eleitoral brasileiro, é muito importante ficar de olho no resultado da eleição norte-americana porque ela tem impacto direto em diversas questões de contexto mundial.

Então, fique ligado na B&T, que a gente te atualiza sobre todas essas questões importantes! 💚