Em meio a correção global na moeda norte-americana, o dólar chegou a superar 5 reais quando teve um avanço de 1,66% na máxima da sessão no Ibovespa. Entretanto, a moeda fechou a primeira metade de 2021 em R$ 4,97.

O primeiro semestre do ano foi marcado por conversas sobre a inflação no cenário global, a volta de atividades pelo aumento da vacinação, a redução no número de mortes, a retomada de economias importantes no mundo, assim como, uma maior oferta de vagas de trabalho.

O Brasil, por exemplo, nos primeiros meses de 2021, conseguiu superar a marca de 1 milhão de vagas de emprego criadas. Segundo o Ministério da Economia, nesse mesmo período, foram geradas 1.233.372 vagas com carteira assinada.

Com o fechamento do semestre, a bolsa apresentou uma alta acumulada de 6,54%, ao passo que o dólar encerrou no acumulado em queda de 4,14%. 

O PIB (Produto Interno Bruto), cujo é resultado de todos os bens e serviços do país, teve a previsão de crescimento de 3% para 4,8% para 2021. De acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), tal dado reflete a expectativa de maior força da atividade econômica no país.

Para os próximos meses de 2021, o panorama segue otimista para o dólar se manter abaixo dos R$ 5,00 e o real se valorizar. A alta da Selic pelo Banco Central, a imunização da população, o ganho de tração da economia no segundo semestre com a redução da inflação influenciam esse cenário positivamente.

Tulio Portella, diretor comercial da B&T, projeta que o dólar encerre o ano de 2021 em R$ 4,50. Apesar das novas variantes, ele explicou que uma das principais motivações seria a esperança de atenuação da pandemia devido a reabertura de economias importantes e também pelo impacto da aceleração da imunização.

 *Este artigo contém informações da Reuters.