Nesta quarta-feira, dia 16 de junho, a cotação do dólar seguiu a projeção de romper a barreira de R$ 5,00, onde veio se aproximando no decorrer dos últimos dias. Dessa forma, o dólar recuou e hoje, chegou ao valor de R$ 4,99.

A última vez que a moeda foi cotada abaixo desse valor foi no ano passado, no dia 10 de junho de 2020, quando chegou a R$ 4,94.

A queda tem relação também com as conclusões de duas reuniões de política monetária que aconteceram, no Brasil, no dia 15 de junho, e nos Estados Unidos, no dia 16 de junho, se mostrando fundamentais nesse momento também para a apuração da tendência do valor do dólar ao final do ano de 2021.

O Federal Reserve e o Banco Central devem finalizar seus encontros nesta quarta-feira.

Segundo especialistas, a moeda pode chegar ao valor de R$4,90 nas próximas semanas. Para o fim de 2021, as medianas de projeções de economistas indicam uma mudança do valor do dólar de R$ 5,30, apurado um mês atrás, para R$ 5,18.

O que deve seguir uma perspectiva similar em 2022, passando de R$ 5,30 para R$ 5,20, é o que aponta o último Relatório Focus do Banco Central do Brasil, divulgado no dia 14 de junho.

A queda projetada para as próximas semanas tem como seus principais fatores de causa, a taxa básica de juros, a Selic, que está em alta e a depreciação do dólar em um cenário mundial. Entretanto, é válido lembrar que o real, apesar de ter tido uma leve apreciação, permanece desvalorizado em termos gerais. 

Quanto à reunião do Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central), é esperado que tenha uma elevação na Selic em seu valor, de 0,75 pontos-base, para 4,25% ao ano. Nesse sentido, a manutenção em relação ao juro norte-americano Fed Funds (entre 0% e 0,25%) em conjunto com a alta da Selic, favorece a moeda brasileira

O que também se mostra vantajoso para indivíduos que fazem remessas internacionais, empresas que realizam importações, brasileiros expatriados, intercambistas ou quem planeja viajar para o exterior.

O valor dos juros e a inflação nos Estados Unidos, são pontos que Tulio Portella, diretor comercial da B&T Corretora, também contou em entrevista à Forbes, como favoráveis para o dólar ter rompido a barreira de R$ 5,00 recentemente. 

De acordo com Portella, a estabilização dos casos de Covid-19 ao redor do mundo com o aumento da vacinação e a volta de atividades também favorecem a valorização do real, que, para ele, o valor do câmbio pode se aproximar de R$ 4,80 até o final do ano.